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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um final feliz: Noemi.

O que você sente em relação a Deus quando as circunstâncias de sua vida são terríveis? Uma desconfortável sensação de raiva e um misto de desconfiança? Mas, e se as circunstâncias fossem mais que terríveis? E se a vida despencasse em cima de você como uma soma de tragédias - perda do emprego, seguida de uma mudança forçada, morte de um membro da família muito amado, de uma segunda e terceira morte, de pobreza - sem previsão de final feliz? Em momentos como esses, talvez você começasse a questionar: "Onde está Deus? Será que Ele perdeu seu poder? Será que Deus realmente é bom? Ele se importa comigo? Ele me odeia?"
E você se pergunta: "Por que comigo?"

Noemi sofreu essas perdas. Não é de admirar que, ao retornar para seu lugar de origem, em Belém, ela saudasse seus amigos dizendo: "Não me chameis de Noemi; chamai-me de Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Cheia parti, porém vazia o Senhor me fez tornar" (Rute 1.20, 21)
Apesar as tragédias e de seus questionamentos, Noemi permaneceu maleável para com Deus. Até mesmo seu retorno a Belém demonstrava que estava aberta à ação de Deus  em sua vida. Ela sabia que as pessoas de lá adoravam o Deus verdadeiro. Poucos dias depois, quando Rute voltou para casa com um cesto cheio de grãos, as primeiras palavras de Noemi apontavam para Deus: "Bendito seja ele do SENHOR" (Rute 2.20) Noemi então passou a seguir os antigos costumes religiosos de seu povo.
Anos antes, Deus dera instruções sobre o sustento dos pobres. Nas colheitas, os donos das terras deviam deixar parte dos grãos no campo para que os que não possuíssem propriedades pudessem apanhar o suficiente para comer. Noemi seguiu essa prática quando enviou Rute aos campos. E Boaz fez o mesmo aos deixar os grãos para Rute colher.
A lei ainda protegia os interesses das viúvas ao instruir que um cunhado ou outro parente próximo lhe oferecesse casamento, filhos e propriedade (veja Deuteronômio 24. 19-22; 25.5-10 e Levítico 25.25). Noemi apelou para esses costumes religiosos não em seu favor, mas em favor de Rute. Em tudo isso ela tomou muito cuidado garantindo dignidade e escolha pessoal tanto para Rute quando para Boaz.
Noemi pôde mais uma vez experimentar a bondade de Deus. No final da história, a velha e sábia Noemi embala seu neto, rodeada pelas vizinhas que abençoam o bebê e convidam Noemi a bendizer o Senhor. (Rute 4.4)
A vida de Noemi nos encoraja a preservar a fé. Durante as tragédias, você pode cercar-se do povo de Deus, assim como Noemi fez, e permitir que soprem brasas quase apagadas de sua fé trazendo-lhe nova vida. Pode também alimentar amizades saudáveis, tomando o cuidado de garantir dignidade e independência a essas amigas.
Você pode lembrar-se da bondade e da misericórdia de Deus e buscá-las de novo. Quando o louvor ficar entalado em sua garganta, você saberá que esses dias difíceis e de sofrimento passarão, e que algum dia oferecerá novamente o seu louvor a Deus.

Para saber mais a respeito de Rute, leia: Rute 1-4. 


Texto tirado da Bíblia de Estudo da Mulher, da Editora Atos.

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